Sobre os Museus

MA

Atualmente esta em exposição no MAM na grande sala a obra de Adriana Varejão "história ás margens", na sala Paulo Figueiredo "Encontros e Gastronomia" e no projeto parede Helena Martins-Costa "por um fio".

Adriana Varejão



Adriana Varejão
Nasceu no Rio de Janeiro e é hoje um dos nomes brasileiros mais conhecidos no mundo todo, com obras em acervos de instituições tais como o museu Guggenheim (NY), a Tate Modern (Londres), a Fondation Cartier pour l’art contemporain (Paris), a Fundación  “la Caixa” (Barcelona) e no Inhotim Centro de Arte Contemporânea (Brumadinho, MG). Participou de quase cem exposições, entre individuais como no Centro Cultural de Belém, Lisboa (2005), Hara Museum, Tóquio (2007), Fondation Cartier, Paris (2005) e coletivas, entre as quais destacam-se as Bienais de Istambul (2011), de Bucareste (2008), de Liverpool (2006), do Mercosul (2005), de Praga  (2003), de Johannesburgo, África do Sul (1995)  e de São Paulo (1994 e 1998). Participou do Panorama da Arte Brasileira 2003, do MAM, sob curadoria de Gerardo Mosquera.


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Exposição História às margens




Com curadoria de Adriano Pedrosa, Histórias às margens traz 42 trabalhos fundamentais da artista produzidos desde 1991, mais da metade deles inéditos no país, vindos de coleções como Fundación “la Caixa” (Madri) e da Tate Modern (Londres), além de novas pinturas feitas especialmente para a mostra
O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta a primeira e mais abrangente exposição panorâmica de Adriana Varejão, uma das mais conceituadas artistas brasileiras no cenário internacional, com um recorte que abarca vários períodos de sua carreira a partir dos anos 1990 e traz obras de coleções do Brasil e exterior, como a Fundación “la Caixa” (Madri), Tate Modern (Londres) e Guggenheim (Nova York). Com abertura no dia 3 de setembro (segunda-feira), às 20h, Adriana Varejão – Histórias às margens tem seleção de trabalhos fundamentais da artista feita pelo curador Adriano Pedrosa. A mostra tem o patrocínio do Santanense e da Sabesp.
A escolha de Pedrosa como curador deve-se ao fato da artista e ele terem um longo histórico de colaborações, há cerca de 15 anos, quando trabalharam juntos na XXIV Bienal de São Paulo, em 1997-98. Rodrigo Cerviño Lopez e Fernando Falcon, designers que já fizeram para a artista os projetos de dois livros, de seu ateliê e de seu pavilhão em Inhotim, são responsáveis pelo projeto expográfico e pelo desenho gráfico do catálogo da exposição. A Grande Sala do MAM terá salas divididas por paredes equidistantes e contíguas, que formam salas cortadas por um corredor central. A transparência dos vidros que separam o museu do parque será mantida, ou seja, a exposição poderá ser vista também do lado de fora do MAM.
Nas salas, distribuem-se 42 obras, muitas delas inéditas no Brasil, entre as quais uma em grandes dimensões produzida especialmente para a exposição. Retratando azulejos nos quais figuram plantas carnívoras, esta obra remete ao trabalho da artista presente no Panorama da Arte Brasileira de 2003, no próprio MAM-SP, em que azulejos reais traziam estampas de plantas alucinógenas. Além desse novo painel, de cerca de 18 metros de extensão, composto por 54 módulos de pintura, outros dois trabalhos foram produzidos para o MAM. Uma pintura em grande formato, com o panorama da Bahia de Guanabara, Rio de Janeiro, e um prato, ambos recriados em estilo chinês, nos quais a artista retoma sua série Terra Incógnita, iniciada em 1992, introduzindo elementos de seu trabalho atual. Estarão presentes os exemplos mais significativos das séries de  Pratos, Saunas, Ruínas de Charque, Mares e Azulejos, Línguas e Incisões, Irezumis, Acadêmicos, Proposta para uma Catequese e Terra Incógnita. Ainda, presentes, estarão trabalhos que a artista apresentou na Bienal de São Paulo em 1994 e 1998.
Nas palavras da própria artista, “margem remete a mar, mas também àquilo que está fora do centro”, daí o título da mostra.  Histórias às margens são, na palavra do curador, “histórias marginais, muitas vezes esquecidas ou colocadas às margens pela história tradicional, sejam elas histórias do Brasil, de Portugal, da China, da arte, do Barroco, da colonização; histórias que Varejão pesquisa, resgata e entrecruza em suas pinturas”. Para Varejão, a história é algo vivo, o passado não é fechado nem morto, mas está sendo constantemente recriado, e essa é  uma das principais motivações do trabalho. 


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Sala Paulo Figueiredo
Para lançar nova linha curatorial do MAM, que investe na gastronomia como forma de criação, cozinha de tecnologia de ponta da Electrolux será montada na Sala Paulo Figueiredo e abrigará as intervenções de duplas de profissionais das duas áreas com a curadoria de Felipe Chaimovich e Laurent Suaudeau.
O chef Henrique Fogaça (ao centro)
e Marco Paulo Rolla (à direita).
O Museu de Arte Moderna de São Paulo inova mais uma vez e consolida uma nova linha curatorial, que coloca a gastronomia como vertente de criação artística pela primeira vez dentro de um museu. Sob curadoria de Felipe Chaimovich e Laurent Suaudeau, os Encontros de arte e gastronomia  trazem duplas formadas por  chefes e artistas visuais de renome para criar experiências artístico-degustativas na Sala Paulo Figueiredo. Cada dupla ocupa o espaço de terça-feira a sábado, da forma como acharem melhor durante o horário de funcionamento do MAM (das 10h às 18h). A abertura acontece no dia 3 de setembro, a partir das 20h, e as duplas trabalham de 4 de setembro até 10 de novembro. A iniciativa tem o patrocínio master do Credit Suisse, patrocínio da Redecard e apoio da Electrolux.
A comida e as situações de encontro ao redor da mesa – a comensalidade, compreendida como companhia para refeições  – tem sido utilizada por diversos artistas contemporâneos como subsídio poético para obras de arte. O MAM tem buscado pesquisar estas vertentes e, assim, apresentou recentemente misturas envolvendo todos esses campos; em relação à gastronomia, as mostras Ecológica e Festival de Jardins do MAM no Ibirapuera, ambos em 2010, tiveram a comida como temática. A partir desses precedentes, concebeu-se a mostra, na qual se busca promover as visões artísticas de cozinheiros e artistas contemporâneos: a cada semana, um cozinheiro e um artista desenvolverão uma experiência artístico-gastronômica em conjunto, somando suas competências específicas, diante do público. As duplas contarão também com uma horta de temperos cultivada na Escola Municipal de Jardinagem.
Não há premissas estabelecidas. Cada grupo poderá atuar livremente dentro das condições da cozinha montada na Sala Paulo Figueiredo, o que confere bastante liberdade de criação. A Electrolux trouxe da Europa uma cozinha altamente tecnológica composta de dois módulos em aço que incluem fogão com aquecimento por indução e coifa integrada, que impede que a fumaça produzida pelo cozimento vaze para o espaço expositivo, além de grill, pia com água encanada e refrigerador horizontal para procedimentos que necessitam de congelamento rápido. Assim, desde as receitas mais delicadas de pâtisserie como as carnes que precisam de precisão e tempo de cozimento poderão ser preparadas com a mesma eficiência.


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Helena Martins-Costa 
(Porto Alegre, 1969), vive em São Paulo e é mestre pela ECA–USP; graduada em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS, Porto Alegre. Entre as exposições individuais que realizou, figuram: Estatuária, Carpe Diem Arte e Pesquisa (Lisboa, 2010); Sem Título, CEUMA–USP (SP); A Espera, Realidades Imprecisas (SESC, SP, 2009); Projeto Imagem Experimental, MAM Higienópolis (SP, 2000); A Espera – Paço das Artes (SP, 2004); e entre as coletivas, estão: Passante no Mundo, Quase Galeria, (Porto, 2011); Três Viagens pelos Eus do Eu. Espaço T/Quase Galeria (Porto, 2010); Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-RJ (2007); “DESIDENTIDAD: acervo do MAM São Paulo”, Ivam (Valência, ES, 2006); Olho Vivo – A Arte da Fotografia/50 Anos da fotografia brasileira – Acervo MAM SP, Santander Cultural (Porto Alegre, 2004); Visões e Alumbramentos – Coleção Joaquim Paiva (Oca, SP).


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Projeto Parede 
Helena Martins-Costa é a artista convidada do segundo Projeto Parede 2012, com a videoinstalação Por um fio
O Projeto Parede do MAM-SP, que convida dois artistas por ano para ocupar com uma obra o corredor de acesso entre o saguão de entrada e a Grande Sala do museu, traz na sua segunda edição de 2012 a artista gaúcha radicada em São Paulo Helena Martins-Costa. Ela apresenta de 14 de junho a 20 de dezembro a videoinstalação Por um fio, que traz ao espaço uma perspectiva original: a obra será projetada no teto.
Isso porque o que será exibido em vídeo é uma caminhada sobre uma corda bamba, vista como se o funâmbulo estivesse de fato sobre a cabeça dos espectadores, a cerca de 1,5m, num jogo entre o real e o virtual. Além da vertigem que a projeção proporciona ao público, este reproduz o trajeto aéreo em suas passadas pelo corredor. 
Nas palavras da artista, “o título Por um fio evoca a ideia de limite, de situação extrema, onde em geral algo está à beira do abismo, sustentado por um frágil equilíbrio. Por um fio sugere um enorme risco, uma intercessão feita no último momento e a cada instante. Nesse jogo, como alegoria de sua própria condição, o que estará em risco no corredor talvez seja a própria imagem”.
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BIENAL

Esta em Exposição na Trigésima Bienal de arte de São Paulo, o tema A eminência das Poéticas, onde 111 artistas de diversas nacionalidades estão exposto cerca de 3000 obras de artes de todos os tipos de linguagens e de todos os jeitos.
Estas foram as palavras do presidente da Fundação Bienal São Paulo Heitor Martins:

"Desde a sua primeira edição, em 1951, a Bienal de São Paulo procura investigar a produção cultural contemporânea a partir do ponto de vista de quem está no Brasil, da nossa forma de inserção no contexto internacional. No entanto, ao contrário de outras grandes mostras, realizadas em cidades de populações locais reduzidas, a nossa exposição atua em uma das maiores metrópoles do mundo e em um país cujo acesso à arte e às possibilidades de transformação que esse encontro permite ainda é bastante restrito.
Presidente da fundação Bienal São Paulo
Heitor Martins
A nossa bienal, portanto, dialoga com a sociedade de uma forma diferente das demais e isso nos impõe desafios e responsabilidades únicas. Essa singularidade exige, principalmente, a criação de estruturas institucionais que sejam autossustentáveis e se aprimorem com as experiências do passado. Exige uma bienal que não parta do zero a cada dois anos, mas que, ao contrário, desenvolva base sólida para um trabalho contínuo, cuja construção institucional tenha no horizonte o aprimoramento da Fundação Bienal de São Paulo enquanto entidade de interesse coletivo comprometida com a arte e a formação do público.


Percorrido um primeiro período de recomposição e retomada de valores, procuramos aprofundar esse movimento rumo a uma preparação para o futuro. A Fundação Bienal de São Paulo conta atualmente com um novo modelo administrativo plenamente profissionalizado que permite maior autonomia financeira e gestão mais eficiente. Há dois anos temos o privilégio de promover um projeto educativo permanente, cuja atuação vem ampliando o campo da interlocução das pessoas com as obras, gerando diálogos entre os integrantes da equipe e o público. 


A ideia de permanente interlocução é também o ponto de partida da 30ª Bienal – A iminência das poéticas. Procurando instaurar-se como uma plataforma de encontro para a diversidade das poéticas, a exposição pretende ser um evento capaz de produzir constelações de obras e artistas que conversam entre si. De um intenso diálogo entre curadoria e artistas convidados teremos uma bienal composta por um grande número de obras inéditas ou comissionadas especialmente para exposição.


A celebração da 30ª Bienal conta com suporte decisivo do Ministério da Cultura e da Prefeitura de São Paulo, o engajamento de patrocinadores como Itaú, Oi, AES Eletropaulo, Mercedes-Benz e Gerdau, entre outras empresas, e valiosas parcerias culturais com o SESC São Paulo e a FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado. Essa rede de apoio é um reconhecimento não apenas do papel catalisador que a Bienal de São Paulo exerce no desenvolvimento social do país, mas, acima de tudo, fruto do entendimento coletivo sobre a importância de seu fortalecimento institucional."



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